Vitor Brauer é um compositor, músico, jogador, produtor e escritor mineiro de Governador Valadares com mais de trinta discos lançados. Sua pequena fama, ou infâmia, foi construída nas veredas do underground e do Brasil profundo, produzindo discos e turnês na raça e na coragem com artistas de todo o país. Seus trabalhos são às vezes desafiadores, às vezes vanguardistas e às vezes simplesmente "música popular". Seu estilo é uma quimera que propõe uma forma de pensar música brasileira sem barreiras e sem respeito a qualquer estilo ou referência. Suas composições e seus grupos são considerados imperfeitos, dissonantes, viscerais e versáteis. Sua banda Lupe De Lupe é uma das mais proeminentes do rock alternativo, apesar de brincar com todos os gêneros possíveis. Lencinho é seu grupo de pagode. Desgraça é um experimento com o funk, o punk e a música brega. Tristeza Não Tem Fim é considerada ambient samba. Ginge, uma banda de pop rock. A superbanda Xóõ foge de definições. Isso sem nem citar a vasta carreira solo do artista do interior mineiro que passa pelo spoken word, pelo uk garage (ou br garage), pelo heavy metal, a mpb, o folk norte-americano e todos os gêneros imagináveis. Vitor Brauer influencia, pro bem e pro mal, artistas e produtores independentes do todos os lugares com sua produção intensa, letras profundas e canto desafinado. O resultado mais óbvio disso talvez esteja no movimento Geração Perdida de Minas Gerais, o qual foi um dos idealistas, nas suas inúmeras turnês nacionais ou no Tréinquinumpára, projeto de uma década em que Vitor irá gravar um disco em cada capital do país numa residência artística de 3 meses com artistas locais.